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Olá! Sejam bem-vindos ao meu espaço. Aqui, posto minhas vivências relacionadas à educação. Sou PEDAGOGA! Gosto muito de ler e escrever, por isso decidi cursar LETRAS na modalidade de Ensino à Distância pela UFPE e estou amando as aulas. Estou no 4º período. Sou apaixonada pela Educação e procuro sempre melhorá-la a partir de meus próprios atos. Entrem, fiquem à vontade. Podem copiar o que quiser, contanto que deem os devidos créditos. Pois, uma coisa que não suporto é plágio. Crescemos mais quando compartilhamos as coisas boas que possuímos. Sou apaixonada pelo que faço, por isso sou FELIZ! "A educação não é a preparação para a vida, é a própria vida." (John Dewey)

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Minicurso: "DIREITO À EDUCAÇÃO INCLUSIVA"


No dia 25 de setembro de 2014, eu e Shirlayne Eleutério, realizamos um minicurso na Faculdade Escritor da Costa Lins- FACOL. O público-alvo foram os estudantes do Curso de Pedagogia. O objetivo desse minicurso foi abordar a Educação Inclusiva, vivenciando a 12ª Semana de Ação Mundial, que neste ano de 2014 envolve mais de 100 países.



Numa perspectiva dialógica, abordamos o conceito de inclusão, integração; falamos sobre as atitudes de exclusão existentes, bem como apresentamos as nomenclaturas que acabam colaborando com as formas de exclusão. 
A FACOL desenvolve a educação inclusiva nos cursos de Pedagogia, onde duas alunas com deficiência visual, participam de todas as atividades do curso de uma forma eficaz e realmente inclusiva. A forma de avaliação é a partir da oralidade e participação em seminários e rodas de conversa.
Durante a semana de 21 a 27 de setembro de 2014, a semana de ação mundial foi vivenciada em várias instituições com o objetivo de promover a educação inclusiva. No dia 21, foi vivenciado do dia de luta da pessoa com deficiência e no dia 26 foi comemorado o dia do surdo. Abordamos esses tópicos no minicurso, também destacamos a importância do Curso de Psicopedagogia, onde estamos tendo a oportunidade de realizá-lo. Agradecemos a todos os alunos que participaram desta conversa entre educadores!!!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Dinâmicas para o 1º dia de aula

 


     Nesta 1ª semana de fevereiro recebi alguns pedidos de colegas e amigos para disponibilizar dinâmicas divertidas.  As primeiras aulas sempre são desafiadoras, não? É um momento de conhecer a realidade e o contexto dos nossos alunos, de quebrar um pouco o gelo existente, de planejar, etc.
Sendo assim, nada melhor que levar dinâmicas diversificadas e animadas para o 1º dia de aula. As dinâmicas servem para os alunos sentirem confiança nos professores, é uma forma de motivação e eles são convidados a participar das atividades. Então, vamos conhecer algumas delas?


DINÂMICA DO BARBANTE


Material 
1 novelo grande de barbante

Execução

Coloque na lousa algumas sugestões de perguntas pessoais, tais como:
  • idade
  • o que faz além da escola
  • o que quer fazer no futuro
  • passatempo predileto
  • esporte favorito
E tudo o mais que você deseja saber ou ache importante na primeira aula.
Entregue o novelo de barbante a um aluno, diga que terá que segurar a ponta do barbante e jogar o novelo para o aluno para quem vai fazer perguntas.
O aluno segura na ponta do novelo (que mantém o tempo todo em sua mão) e joga para o segundo aluno, faz as perguntas sugeridas e então o aluno que respondeu segura na parte do barbante e joga o novelo para o próximo aluno, que deverá fazer o mesmo.
Ao final, haverá uma enorme “teia”, os alunos riem muito, se divertem e por vezes têm que ajudar para que o novelo chegue ao aluno que responderá as perguntas.

Sugestões e objetivos

Após o jogo, já com a teia montada, pergunte aos alunos:
  • Seria fácil fazer essa teia sem a ajuda dos outros?
  • Foi necessária a ajuda de todos para que se formasse?
  • A colaboração é necessária para se construir alguma coisa?
  • Saber mais sobre os outros também promove uma “ligação” entre as pessoas?
  • Até que ponto nos preocupamos com o outro que está na outra ponta do barbante?
  • O que podemos dizer para essa pessoa?
  • Que ligações eu tenho com essa pessoa além do barbante?
  • O que temos em comum?
Também pode-se perguntar (para alunos mais maduros) o que acharam da brincadeira e o que ela lhes sugere.

DINÂMICA DO NOME


Material

Sala ampla com cadeiras, folhas de papel e lápis.

Dinâmica do Nome

Dinâmica do nome  está adequada para uma fase inicial do grupo, entre 8 e 20 participantes, com idades superiores a 10 anos.  Esta dinâmica é especialmente adequada para os primeiros encontros do grupo ou até mesmo para um jogo inicial, isto porque permite que cada participante se descreva a si próprio, se apresente e partilhe um pouco acerca de si mesmo.

Como realizar a Dinâmica do Nome

O animador pede aos participantes que escrevam na folha que receberam o seu nome e apelido, de forma vertical, distanciando cada letra mais ou menos num espaço de duas linhas.
De seguida, cada participante deverá escrever uma palavra ou letra utilizando a letra do nome como inicial. Pretende-se que o resultado final seja uma descrição pessoal com base no próprio nome e apelido.

DINÂMICA DO "JOÃO BOBO"

Esta dinâmica propõe um quebra gelo para jovens entre os participantes e também pode ser observado o nível de confiança que os os participantes têm um no outro:

Formam-se pequenos grupos de 8 a 10 pessoas.
Todos devem estar bem próximos, de ombro-á-ombro, em um círculo. Escolhem uma pessoa para ir ao centro. Esta pessoa deve fechar os olhos (com uma venda ou simplesmente fechar), deve ficar com o corpo totalmente rígido, como se tivesse hipnotizada. As mãos ao longo do corpo tocando as coxas lateralmente, pés pra frente , tronco reto. Todo o corpo fazendo uma linha reta com a cabeça.
Ao sinal, o participante do centro deve soltar seu corpo completamente, de maneira que confie nos outros participantes. Estes, porém devem com as palmas das mãos empurrar o "joão bobo" de volta para o centro.
Como o corpo vai estar reto e tenso sempre perderá o equilíbrio e penderá para um lado.
O movimento é repetido por alguns segundos e todos devem participar ao centro.

DINÂMICA DO CORPO HUMANO


O principal objetivo é a interação e trabalho em grupo de todos os alunos a fim de atingir a meta final.
Material: folha sulfite, lápis de cor, fita crepe
Procedimento: Para essa atividade a classe deverá se agrupar em seis equipes, mais ou menos.
Cada equipe receberá de seu professor uma folha sulfite e lápis de cor.
As equipes deverão desenhar em apenas 10 minutos uma das partes do corpo humano indicadas a seguir :

1º grupo: cabeça e pescoço;
2º grupo : tronco;
3º grupo: braço direito;
4º grupo: braço esquerdo;
5º grupo: perna direita;
6º grupo: perna esquerda.

Finalizada a tarefa, um representante de cada grupo deverá se levantar e colar com fita crepe num painel as partes desenhadas compondo o corpo humano num todo.
Em debate coletivo argumentem sobre o resultado do trabalho que as equipes elaboram individualmente. Pensem em estratégias que facilitem o trabalho coletivo. Se a classe for numerosa faça mais equipes. É muito divertido. Você deve adaptar as partes do corpo de acordo com o número de grupos.
Tempo de aplicação: 30 minutos
Número máximo de pessoas: 30
Número mínimo de pessoas: 6

Espero que vocês tenham gostado!
:D

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Selinho para Ana Cláudia


Ana, espero que você goste do seu 1º selinho. Fiz com muito carinho...



Reflexão sobre as Tendências Pedagógicas

Por Shamara Paz

Sempre fui aluna da rede pública de ensino e como estudante da educação básica afirmo que vivenciei uma mistura das tendências apresentadas.
No Ensino Fundamental (anos iniciais) não via os professores como autoritários ou donos do saber. Eles sempre foram bastante atenciosos e procuravam me ajudar em todos os momentos.
Já no Ensino Fundamental (anos finais) meu professor de Ciências e minha Professora de História tinha uma maneira bastante tradicional de ensinar. Eles sempre chegavam na sala de aula, sentavam no birô, pediam para a gente abrir o livro didático em determinado capítulo e eles mesmo realizavam uma leitura cansativa e desgastante. Em seguida, eles pediam para que a gente respondessem umas questões já prontas no livro. E as provas eram simplesmente a decoreba dessas questões.
Com isso não havia uma relação de diálogo entre professor-aluno, não tínhamos a oportunidade de realmente aprender o assunto e relacioná-lo com o nosso cotidiano.
Percebe-se que a didática destes professores está mais voltada para a Tendência Liberal Tecnicista, pois o objetivo central era a eficiência. Se respondêssemos as questões de acordo com o livro, teríamos atingindo o objetivo. Algo lamentável, em pleno ano 2000.
Por outro lado, tive outros professores que se preocupavam com a aprendizagem de qualidade. Onde os conhecimentos de mundo também eram valorizados. Havia uma relação de troca, ou seja, de socialização.
No Ensino Médio, onde fui aluna do Curso Normal Médio, tive a oportunidade de ser mais autônoma. A maioria dos professores tinham uma didática que nos valorizava como alunos em formação. Tínhamos a oportunidade de apresentar seminários, de expor nossas ideias, de realizar pesquisas de campos, estágios. Eles estavam voltados para uma tendência altamente Progressista Crítico-social dos conteúdos.
Não acredito que seja possível afirmar que as tendências liberais já deixaram de existir. Infelizmente a educação ainda traz vestígios da Educação da Colônia.  Muitos professores foram formados a partir desta didática e trazem essa maneira tradicional de ensinar.  As novas tendências buscam transformar esta realidade, mas infelizmente essas mudanças são lentas.
Com plena convicção afirmo que o “aprender a conhecer” NÃO pode estar dissociado do “aprender a fazer”.  Existem os 4 pilares da educação, são eles: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver. Todos esses pilares devem estar interligados para que haja uma sustentação de qualidade.
O educador deve possibilitar condições favoráveis para que os alunos aprendam a conhecer. De uma forma que envolva pesquisas, visitas técnicas, entre outras atividades, por exemplo.
Porém, de nada adianta os alunos conhecerem e não colocarem em prática. É com essa intenção que os alunos vão aprender a fazer. Ocorrendo dessa forma uma práxis, valorizando a aprendizagem dos alunos.
Considero as tendências progressistas de grande importância. Para especificar, a TENDÊNCIA PROGRESSISTA CRÍTICO-SOCIAL DOS CONTEÚDOS. Porque acredito que a escola é o reflexo da sociedade e sendo assim ela não deve está desvinculada da realidade. Deve haver uma conexão entre sociedade e escola. Dessa forma, os alunos estarão sendo formados de forma significativa e poderão atuar de uma maneira altamente eficaz na sociedade em que vivem.





segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Resenha Crítica do 1º Capítulo do livro "O Diálogo entre o ensino e a aprendizagem" de Telma Weisz

MEU BATISMO DE FOGO           

Resenhado por Shamara Paz.


           O texto que tem por título “Meu batismo de fogo”, conta a experiência profissional de uma professora. Esta pode ampliar de uma maneira bastante significativa sua visão sobre a educação.
            Ela iniciou os estudos em nível normal após o ginásio, pois gostava muito de sua professora do ensino primário. E também seu pai, havia lhe dado forças, pois achava de muita importância que aos 18 anos a pessoa já tivesse uma profissão a ser seguida.
            Mesmo com outros interesses, a jovem não desistiu do Ensino Normal, até que teve oportunidade de assumir uma sala de aula. Esta sala de aula era composta por alunos que vinham repetindo a 1ª série. O governo tomou a decisão de aprovar todos, sendo assim estes alunos foram encaminhados para a 2ª série. A escola não tinha boas condições, a estrutura não era tão adequada e a professora enfrentou muitas dificuldades.
            Os alunos não sabiam ler, não sabiam calcular, embora muitos trabalhassem no dia a dia vendendo balas e outras coisas para ajudar em casa. Na sala de aula, os alunos ajudavam a professora, participavam das aulas, porém a docente não percebia um ensino-aprendizagem significativo. Era algo muito técnico, onde a professora não via resultado. Foi então, que ela percebeu a realidade da escola. Onde os alunos e também a família destes, se viam como inferiores, como pessoas que não tinham capacidade de aprender, ou de melhorar de situação.  Foi nesse exato momento que a professora teve “o seu batismo de fogo”, isto é, ela teve acesso à realidade, ao conhecimento de tudo que ocorria no interior da escola. E ela compreendeu que se não acontecesse algo diferente, essas pessoas seriam para sempre os “dominados” pela sociedade.
            Diante disso, a professora se afastou da educação e passou a refletir sobre o sistema educacional. E chegou à conclusão de que não aprendeu quase nada na escola normal, pois o que sabia era apenas regras que deveriam executar. O conhecimento da realidade depende da prática e da vontade de querer conhecer de cada um. Ela diz que enquanto estudante teve a oportunidade de conhecer um pouco sobre Piaget e começou a colocar em prática a ideia de trabalhar em grupo, de aperfeiçoar o coletivo. Então, as crianças começaram a se desenvolver diante desse trabalho, elas se sentiam valorizadas, participavam das aulas, etc.
            Sendo assim, os alunos tiveram uma melhoria. A professora fazia um diferencial em uma escola onde os profissionais não davam o devido valor aos alunos. A professora tinha uma relação muito harmoniosa com os alunos, estes tinha uma real participação no ensino-aprendizagem, faziam parte de todo o processo. Participavam de teatro, de projetos, etc. Os alunos nunca faltavam e a professora pode dessa vez perceber um resultado de seu trabalho, já não se sentia mais como uma “mecânica”. Ela acabou voltando para a educação, pois sentia parte integral da escola e jamais queria desistir por inteiro dessa área.
            Portanto, a professora passou de um momento em que não conseguia perceber a realidade da educação, para um momento totalmente novo. Onde ela poderia participar de todo o processo da realidade educacional. Ela teve força de vontade, observou a realidade, e procurou meios de solucionar os problemas. Sem procurar encontrar culpados, ela fez seu próprio trabalho e deu certo.
            É exatamente essa atitude que se espera dos novos educadores, que estes sejam agentes transformadores, que não se deixem dominar por conceitos estabelecidos. Onde este educador é capaz de tomar novas decisões.

            

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Discussão Acerca dos Princípios e Fins da Educação Nacional
Incisos I e II do Artigo 3º da LDB

Shamara Angélica C. da Paz
Acadêmica do 3º Período de Letras- Língua Portuguesa
UFPE

Um dos títulos que sempre gostei de discutir foi o II "Dos Princípios e Fins da Educação Nacional". No artigo 3º, mais especificamente nos incisos I e IX temos:
Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I- Igualdade de condições para acesso e permanência na escola;
[...]
IX- Garantia do padrão de qualidade.
Não basta afirmar que "A educação é direito de todos", é preciso realizar uma reflexão sobre esta frase. Acredito que não há educação para todos, posso dizer que há "educações". Sim, no plural e cada uma apresenta diversas heterogeneidades.
Perante a lei (tanto na LDB, quanto na constituição de 1988) todos somos iguais, todavia sabemos que na prática não é assim que acontece. A desigualdade social é um dos principais fatores. Sabemos que ainda é grande o número de desempregados no nosso país. Com isso, surge o trabalho infantil, onde muitas crianças em idade escolar precisam trabalhar em "atividades autônomas" para sobreviverem junto com a sua família.
Muitas pessoas, menos favorecidas, habitam em periferias, favelas, etc. Vivem em situações precárias, muitas vezes distante da cidade, distante de tudo, inclusive da escola. Há o difícil acesso... Este fato também se dá para a educação do campo, onde muitas vezes não há uma devida atenção para as escolas da zona rural.
Posso dar um exemplo existente aqui no meu município, Glória do Goitá. Nas escolas rurais há somente 2 salas de aulas. Em uma delas há a Educação Infantil até o 1º ano do Ensino Fundamental- EF, anos iniciais e na outra há desde o 2º ano, até o 5º ano do EF, anos iniciais. Os alunos ficam aglomerados e não têm a oportunidade de desenvolver as suas potencialidades, devido às salas multiseriais.
A LDB diz que os objetivos da Educação Infantil são diferentes dos do EF, porém os alunos citados estão todos na mesma sala. Então, como se dará esse processo? Será que os professores recebem formação para essa especificidade? Há o "padrão" de qualidade, que se fala no inciso IX?
Sem falar que existe localidades rurais e periferias em que não há escolas.
Em 2011 assisti o documentário "Pro Dia Nascer Feliz", onde mostrava a realidade de várias escolas. Os alunos de classe média, mesmo em escolas públicas tinham a oportunidade de ter não somente acesso, mas permanência nas escolas. O ensino era ótimo e existia qualidade. Por outro lado, o documentário mostrou a realidade dos municípios mais pobres de Pernambuco. Em um dos municípios não havia o EF, então existia transportes para deslocar os estudantes para um município próximo. Porém, na maioria das vezes os transportes quebravam e com isso os alunos perdiam as aulas.
Com isso percebemos que o inciso IX, foi contrariado, pois não houve qualidade.
Em outra escola a situação era precária ao extremo. Os alunos reclamavam, pois no banheiro não havia descarga e nem água. As paredes estavam "caindo aos pedaços", enfim a estrutura física era péssima.
Diante desta realidade, nos perguntamos mais uma vez:
- Como garantir a permanência, se não há qualidade?
- O que fazer para se ter qualidade?



A lei da Indústria e do Mercado, Um novo Mundo é Possível...
Por: Emerson Oliveira, solicitado pelo docente Willamis Araújo da disciplina de Filosofia. 
Emerson Oliveira é aluno do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco- Campus Vitória. Ele é aluno bolsista da instituição e participa do PIBEX, sendo um exemplo de esforço e dedicação para os demais alunos.

     No século presente em que nos encontramos, estamos passando por momentos marcantes, desde a agricultura (matéria-prima) até o processo final, passando pela indústria, mercado e chegando até o consumidor. Diante mão como dizia PELIZZOLI em sua obra, Carta à filha de minha neta, estamos sendo vítimas de coisas absurdas vindos deste sistema.
        Tudo começa pelas guerras ocorridas em séculos passados, a partir delas começam a surgir grandes invenções, o homem com a sua capacidade, começa a pensar em coisas poderosa e inovadoras, e ao mesmo tempo destrutivas para si próprio, exemplo disso, na Guerra do Vietnã, onde surgi o famoso “agente laranja” lançado em plantas que fazia o desfolhamento, utilizado como arma para reconhecimento de inimigos em solo. Hoje servindo como herbicida para a agricultura, não esquecendo dos males que é trazido por este, doenças como o câncer de pele, incapacidade mental, deformidades no organismo e etc. Ao falar do nosso Brasil, com um potencial grandioso na área agrícola, considerado atualmente segundo HENRIQUE KUGLER (Ciência hoje/RJ) uma lixeira tóxica do planeta. Não sabemos mais o gosto natural dos frutos, legumes, estamos nos alimentando de meros alimentos, prejudiciais ao nosso organismo. RAQUEL CARSON em sua obra, Primavera silenciosa, nos diz claramente os efeitos e os prejuízos causados contra o meio ambiente e nos seres humanos consumidores destes produtos, deixando um alerta mundial em relação ao uso dos agrotóxicos, além de divulgar uma mensagem ética: “a relação do homem com a natureza está no caminho errado e precisa mudar”. Já não bastava os agroquímicos, hoje em dia os transgênicos também vêm tomando espaço em nossas mesas.
     Saindo disso e partindo para a área tecnológica, a indústria, este com seu olho ambicioso, cada vez querendo mais e mais, divulgando seus produtos, manipulando as pessoas. Tecnologias aplicada de ponta, um grande recurso hoje utilizados por todos, a internet, contribuindo e facilitando as vidas de muitas gentes. Mas, esquecemos por conta de tanta manipulação que estamos deixando de ser seres sociais, em vez de sairmos para um comércio, conversar, dialogar com o próximo, trocar ideias e etc. Ficamos presos, uma vez que, não precisamos sair mais de dentro de casa para comprar algo em um supermercado, loja ou áreas afins, temos este recuso, mas estamos deixando nos levar ao mundo solitário. A indústria juntamente ao mercado a cada momento inovando os seus produtos, fazendo com que a gente compre e compre. PELIZZOLI ainda na obra carta a filha da minha neta, diz claramente que ficamos cegos e obsessivos, ansiosos e deprimidos e solitários com a ideia de que deveríamos a cada momento renovar, trocar de produtos, descartar...
     Hoje, deixamos de tomar uma água de coco, um suco, uma boa água mineral, deixamos de comer uma boa salada de fruta, grãos, pra se alimentarmos de meros produtos como o refrigerante, energéticos, comidas rápidas “fast food”, estamos a cada momento levando pressão do mercado para consumir, isto através de jornal, rádio, TV, internet, sempre com o lema: compre leve, revenda, divulgue, consuma. Com tudo isso estamos ficando cegos diante de tanta “beleza” que é oferecida pelo mercado. Afirma PELIZZOLI em suas palavras.
    E é nessa “história” que o mundo está deixando de ser mundo. Estamos sendo criados para ser escravos do consumo, vivemos em um sistema onde visa apenas o lucro, a beleza física, onde o individualismo está em primeiro lugar, deixando de lado tais crença que fazem parte de nossas culturas. Uma pergunta que nos faz parar para refletir: Um novo mundo é possível? Em meio a grandes coisas acontecidas, vendo a cada dia o homem se corroendo com sua própria imaginação e invenção. O planeta terra não está sendo o suficiente para os homens, onde estes estão chegando ao ponto de acreditar que existe vida em outros planetas (PELIZZOLI, 2009).
    Para muitos com suas crenças religiosas, um novo mundo se tornará possível quando seu Deus (Cristo) raiar dos céus e transformar está terra em uma terra santa a chamada NOVA JERUSALÈM. Para outros, o mundo será capaz de mudar aplicando métodos sustentáveis que vai desde a reciclagem de produtos até movimentos sociais, fazendo assim a sensibilização das pessoas nas práticas ambientais, no consumo, para que haja uma possibilidade de equilíbrio ecológico e social. 
Resenha crítica sobre o período pré- saussuriano e Saussuriano, produzida por Ana Cláudia Albuquerque


Estudante de Ciências Jurídicas- FACOL e de LETRAS- Língua Portuguesa- UFPE, 20 anos, leitora assídua e que carrega consigo a esperança de um futuro melhor.


A Linguística nem sempre foi considerada uma ciência, pois para receber tal denominação é necessário ter uma teoria, um método de investigação e um objeto de estudo claro e objetivo. A ciência Linguística adquiriu o status de ciência a partir do século XIX, com o advento de conceitos e de postulados que rompiam com os estudos desenvolvidos até então, do linguista suíço Ferdinand de Saussure, considerado por muitos o “pai da Linguística Moderna”.
É no século XX onde se inicia de fato a história da ciência linguística, onde há uma modificação no contexto dos estudos linguísticos; onde há uma transição entre o período pré-saussuriano e saussuriano. Destarte, vê como necessário a observação da seguinte afirmação: “A história da linguística propriamente dita começa no século XX com o estruturalismo europeu, mais especificamente com a publicação póstuma, em 1916, do Curso de Linguística Geral, de Ferdinand de Saussure”. (LUCIANO; PIRES, 2010, p.111)
O período pré-saussuriano possui três perspectivas teóricas, três fases, que são as seguintes: a primeira é a Filosófica; a segunda é a Filológica; e a terceira é a Histórico-Comparatista. A fase Filosófica é pautada nas profundas reflexões filosóficas dos gregos, referentes ao surgimento da linguagem, tendo como alicerce a lógica analogista (aristotélica) ou o uso corrente anomalista (estoica), objetivando a construção de uma Gramática como disciplina normativa, mas sem uma visão científica, pelo fato de ter como berço o pensamento filosófico. Os analogistas afirmavam que a linguagem era um sistema corrente governado por leis e indicando tais categorias por tais formas. Em oposição a eles, os anomalistas diziam que a linguagem não possui regularidades e está dominada pela arbitrariedade.
A fase Filológica surgiu com os alexandrinos, que definiram esta fase como o estudo da elucidação de textos, interpretando-os e comentando-os; estudos menos filosóficos. Tais estudos receberam muitas críticas, pelo fato de dar maior relevância à língua escrita, não se importando como deveria com a modalidade falada; contribuíram bastante para o surgimento e consolidação da terceira fase do período pré-saussuriano.
A fase Histórico-Comparatista inicia-se com a descoberta do sânscrito, mostrando os vínculos de parentesco com a língua grega, latina, eslava, germânica e céltica; surge então a gramática comparada, tendo como método de investigação técnicas de comparação que investigavam a modificação da língua. A Linguística preocupava-se com a observação das línguas no decorrer da história, ou seja, como elas evoluem, e não como se dá o seu funcionamento, por intermédio de sua evolução no contexto histórico em que estava inserida. Havia uma observação sistematizada dos estados evolutivos das línguas, observação essa, influenciada pelas teorias evolutivas de Charles Darwin sobre a “Origem das Espécies”.
Como foi falado anteriormente, foi graças aos argumentos de Ferdinand de Saussure, que a Linguística se consolidou como uma ciência. Ele definiu o objeto de estudo da ciência, a língua; o método de análise sistemático, a sincronia; e a matéria, os fenômenos da fala, tornando a ciência linguística um sistema autônomo. Compreendia a linguagem como um fenômeno unitário, complexo; e a língua como um sistema de valores que opõem uns aos outros e que está depositado como produto social na mente de cada falante.
Para obter um melhor entendimento da língua, Saussure divide os estudos linguísticos em dois eixos: o sincrônico e o diacrônico, a sincronia se trata do estudo dos estados da língua e a diacronia do estudo da mudança linguística, e salienta que:

[...] cada língua constitui praticamente uma unidade de estudo e nos obriga, pela força das coisas, a considerá-la ora estática ora historicamente. Apesar de tudo, não se deve esquecer que, em teoria, tal unidade é superficial, ao passo que a disparidade dos idiomas oculta uma unidade profunda. Ainda que no estudo de uma língua a observação se aplique ora a um aspecto ora a outro, é absolutamente necessário situar cada fato em sua esfera e não confundir os métodos. (SAUSSURE apud COSTA)

Os estudos linguísticos saussurianos são perspectivas estruturalistas, pois compreendem elementos interdependentes, conectados e complexos. Devido a essa complexidade, ele dividiu a sua teoria de modo dicotômico, isto é, aos pares, para melhor promover a descrição e a compreensão do seu objeto teórico, a língua. Os pares são os seguintes: langue/parole; sincronia/diacronia; significado/significante; sintagma/paradigma. A langue (língua) pertence ao universo social e a parole (fala) ao universo individual, é um ato individual, passível de interferência de fatores extralinguísticos e onde se verificam a vontade e a liberdade individuais.
A Linguística consiste no estudo científico da linguagem humana, que reflete as possibilidades infinitas do pensamento e da imaginação através do uso efetivo da língua. A linguagem humana não se caracteriza apenas pela vontade de trazer uma informação, mesmo porque ela é também para enganar, para clarificar seus pensamentos, para provar sua habilidade ou simplesmente para brincar, ou seja, a linguagem é um meio específico, que não somente serve para transmitir ou veicular pensamentos formados, mas também organiza o pensamento, ordena a experiência, desenvolve a consciência social do indivíduo. Portanto, o homem cria linguagem, e não simplesmente produz linguagem, pois ela ultrapassa a funcionalidade e a atividade.
Como se vê, os estudos saussurianos possuem uma vasta relevância para o campo linguístico, não só porque foi através deles que a Linguística adquiriu o status de ciência, mas principalmente porque foi por intermédio dos postulados de Saussure, que a ciência Linguística ultrapassou os limites com outras ciências, fazendo com que ela tenha uma relação com diversas áreas do conhecimento, e concomitantemente, inserindo sua complexidade no universo científico como um todo, pois em toda e qualquer ciência, a linguagem se faz necessária para a sua compreensão.


REFERÊNCIAS
CARVALHO, Castelar de. Para compreender Saussure: fundamentos e visão crítica. 3. Ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Ed. Rio, 1982.

COSTA, Hilda Rodrigues da. Saussure e os Estudos Linguísticos no Século XX: Linguística aplicada. Disponível em: < http://www.ileel.ufu.br/anaisdosilel/pt/arquivos/gt_lg07_artigo_5.pdf ‎>. Acesso em: 29 dez de 2013.
LUCIANO, Dilma Tavares; PIRES, Carolina Leal. Dimensão Transdisciplinar na Formação do Professor. Vol. 1. Recife: Editora Universitária, 2010.
LUCIANO, Dilma Tavares; PIRES, Carolina Leal. Dimensão Transdisciplinar na Formação do Professor. Vol. 2. Recife: Editora Universitária, 2011.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A última entrevista de Paulo Freire


            A entrevista foi realizada na casa do grande mestre Paulo Freire no dia 17 de abril de 1997. Nesta época, Freire estava se dedicando ao seu último trabalho; ele estava escrevendo o livro “Cartas Pedagógicas”. Por conta deste fato ele estava muito cansado, mas não mediu esforços para deixar uma grande esperança a todos nós com a sua entrevista.
            Freire falou sobre as marchas históricas, entre muitas, ele citou: “A marcha dos sem-terra, dos reprovados, dos que querem amar e não podem, dos que não têm escola, etc”.
            Quando ele fala destas marchas, lembro-me da “Pedagogia do Oprimido” também escrita por Freire. Para que o oprimido se liberte é preciso muita luta, muita “briga” para que haja transformações. Não devemos nos acomodar diante das constatações. Devemos nos mover para mudar. Na entrevista há uma passagem onde o mestre diz: “Nenhuma realidade é assim mesmo. Ela está ai, submetida à possibilidade da nossa intervenção nela.”

            Sinceramente, eu acredito nesta possibilidade. Porém, sabemos que é difícil, mas quando pouco a pouco as pessoas tomarem consciência disso, podemos alcançar a mudança e a transformação.
            Durante o decorrer da entrevista, Freire ainda nos fala sobre “O Ser Humano em Evolução”. Acredito e concordo com o mestre, pois sempre aprendemos a cada dia, a cada suspiro e com todas as pessoas. Somos seres incompletos e o melhor de tudo é que sabemos disso. Não somos como os outros animais que não se reconhecem.
            Freire diz que gostaria muito que Darcy Ribeiro estivesse vivo para ver as marchas e as lutas existentes.
            Finalizando Freire fala sobre a sua fé, dizendo que nunca precisou da ciência ou da Filosofia para justifica-la.
            Foi muito importante para mim poder assistir a entrevista do grande mestre e filósofo Paulo Freire. Pois, ele nos deixa mais esperançosos diante da vida e da educação. E diante da educação de jovens e adultos sabemos que muito deles ainda são oprimidos, mas com muita luta podemos mudar esta realidade, que não será de maneira nenhuma “estável”.


Texto produzido pela acadêmica Shamara Angélica Cassiano da Paz, do 7º período de Pedagogia “B”, solicitado pela docente Lindinalva Queiroz.


domingo, 29 de setembro de 2013

Resenha Crítica do Filme: Central do Brasil. Resenhado Originalmente por Shamara Paz



Central do Brasil

O filme Central do Brasil foi produzido e lançado no Brasil no ano de 1998. O Diretor Geral foi Walter Sales. Com o gênero drama, o filme tem duração de 1 hora e 50 minutos.
Tudo acontece em uma estação de trem, a “Central do Brasil”, localizada no Rio de Janeiro. Dora, personagem de Fernanda Montenegro, trabalha todos os dias na estação “produzindo” cartas para pessoas analfabetas. Durante o dia muitas pessoas a procuram para realizar essa função. Essas pessoas tentam se comunicar com parentes, amigos ou namorados, moradores de vários lugares.
O interessante é que essas pessoas não sabem ler ou escrever, porém produzem textos, ou seja, elaboram um texto, com início, meio e fim. São capazes de usar o pensamento de maneira coerente para se comunicar com as outras pessoas. No entanto, não sabem ler e escrever. Para isso procuram a ajuda de Dora.
Uma das clientes de Dora chamava-se Ana Fontenele. Ela morava com o seu filho Josué no Rio de Janeiro e queria se comunicar com Jesus, seu ex-marido que morava em Bom Jesus do Norte. Ela queria que o menino conhecesse o pai.
Sempre que chegava em casa exausta, Dora sentava com a sua vizinha Irene, lia as cartas e jogava fora. No entanto, Irene não permitiu que a carta de Ana fosse rasgada.
Sendo assim, Dora volta à estação para mais um dia de trabalho. Ana volta a procurar Dora, pedindo que rasgue a 1ª carta que fez para Jesus e decide escrever outra, dizendo que ainda ama Jesus. Quando a mulher vai embora, acontece um atropelamento levando-a à morte. Com isso, Josué fica sozinho na estação. Dora decide levar o menino para a sua casa. No entanto, ela o vende para uma instituição de doação. Dias depois, arrependida, volta para buscar o menino.
Josué tinha um grande sonho de encontrar o pai. Dora, não queria deixar o menino viajar sozinho. Até tentou, mas não conseguiu. Da mesma forma Josué, queria que ela o acompanhasse. Algumas vezes eles não demonstravam, mas estava crescendo uma grande afetividade entre os dois.
Sendo assim, eles seguem viagem. Chegam a Bom Jesus e procuraram o endereço que Ana havia pedido para colocar na carta.  Ao chegar na casa, descobriram que Jesus não morava mais lá. O novo morador dá o endereço de outra casa, mas ao chegar lá também não encontraram Jesus.
Dora e Josué já estavam perdendo as esperanças, sem dinheiro e com fome. Foi quando Josué começou a gritar para as pessoas que passavam que Dora era “Escrevedora de Carta”. Foi quando, muitas pessoas se aproximaram. Neste momento do filme, percebemos o quanto a realidade do analfabetismo está presente, tanto nas grandes cidades (Rio de Janeiro) quanto nas pequenas cidades.  Com isso, a esperança ressurgiu para as pessoas analfabetas de Bom Jesus do Norte. Elas tiveram a oportunidade de se comunicarem com parentes distantes. Por outro lado, Dora e Josué conseguiram dinheiro para se alimentarem e ainda tiraram uma foto com Pe. Cícero.
Eles já estavam se preparando para voltarem ao Rio de Janeiro, quando aparece um filho de Jesus, o Isaías. Este os levou para a sua casa e apresentou-lhes o seu irmão, Moisés. Os irmãos contaram toda a história de Jesus. Disseram que ele foi embora e também escreveu uma carta para Ana, por meio de um “escrevedor de cartas”. Dora leu a carta para todos. No meio da noite, Dora decidiu ir embora e deixar Josué com os seus irmãos. No ônibus, ela faz uso novamente de uma carta. Escreve para Josué se despedindo e pedindo para que ele nunca a esqueça. Diz para ele que acredita que o seu pai irá voltar. Ela fica emocionada, pois o seu pai também a deixou quando era criança.
O filme “Central do Brasil” nos faz refletir sobre esta triste realidade que ainda existe em nossa sociedade, o analfabetismo. Percebemos que no filme as pessoas eram analfabetas, mas conseguiam ter um raciocínio lógico e produziam suas cartas. Por outro lado, sabemos que existem pessoas que sabem ler e que não fazem de um modo correto. Pois, leem sem interpretar, não criam textos com as suas próprias palavras. São apenas reprodutoras de algo pronto. É importante refletirmos e procurarmos melhorar no que diz respeito à alfabetização e letramento. Principalmente nós, professores em formação, para atuarmos como agentes sociais capazes de transformar a vida de nossos alunos.

Resenha crítica produzida pela acadêmica Shamara Paz, solicitado pela docente Veralúcia Andrade da FACOL, Faculdade Escritor Osman da Costa Lins.