Seguidores

Quem sou eu

Minha foto
Olá! Sejam bem-vindos ao meu espaço. Aqui, posto minhas vivências relacionadas à educação. Sou Professora dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Trabalho na Rede Pública e procuro contribuir de uma forma eficaz para o desenvolvimento dos meus alunos. Gosto muito de ler e escrever. Sou graduada em Pedagogia e Letras. Sou apaixonada pela Educação e procuro sempre melhorá-la a partir de meus próprios atos. Entrem, fiquem à vontade. Podem copiar o que quiser, contanto que deem os devidos créditos. Pois, uma coisa que não suporto é plágio. Crescemos mais quando compartilhamos as coisas boas que possuímos. Sou apaixonada pelo que faço, por isso sou FELIZ! "A educação não é a preparação para a vida, é a própria vida." (John Dewey)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Discussão Acerca dos Princípios e Fins da Educação Nacional
Incisos I e II do Artigo 3º da LDB

Shamara Angélica C. da Paz
Acadêmica do 3º Período de Letras- Língua Portuguesa
UFPE

Um dos títulos que sempre gostei de discutir foi o II "Dos Princípios e Fins da Educação Nacional". No artigo 3º, mais especificamente nos incisos I e IX temos:
Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I- Igualdade de condições para acesso e permanência na escola;
[...]
IX- Garantia do padrão de qualidade.
Não basta afirmar que "A educação é direito de todos", é preciso realizar uma reflexão sobre esta frase. Acredito que não há educação para todos, posso dizer que há "educações". Sim, no plural e cada uma apresenta diversas heterogeneidades.
Perante a lei (tanto na LDB, quanto na constituição de 1988) todos somos iguais, todavia sabemos que na prática não é assim que acontece. A desigualdade social é um dos principais fatores. Sabemos que ainda é grande o número de desempregados no nosso país. Com isso, surge o trabalho infantil, onde muitas crianças em idade escolar precisam trabalhar em "atividades autônomas" para sobreviverem junto com a sua família.
Muitas pessoas, menos favorecidas, habitam em periferias, favelas, etc. Vivem em situações precárias, muitas vezes distante da cidade, distante de tudo, inclusive da escola. Há o difícil acesso... Este fato também se dá para a educação do campo, onde muitas vezes não há uma devida atenção para as escolas da zona rural.
Posso dar um exemplo existente aqui no meu município, Glória do Goitá. Nas escolas rurais há somente 2 salas de aulas. Em uma delas há a Educação Infantil até o 1º ano do Ensino Fundamental- EF, anos iniciais e na outra há desde o 2º ano, até o 5º ano do EF, anos iniciais. Os alunos ficam aglomerados e não têm a oportunidade de desenvolver as suas potencialidades, devido às salas multiseriais.
A LDB diz que os objetivos da Educação Infantil são diferentes dos do EF, porém os alunos citados estão todos na mesma sala. Então, como se dará esse processo? Será que os professores recebem formação para essa especificidade? Há o "padrão" de qualidade, que se fala no inciso IX?
Sem falar que existe localidades rurais e periferias em que não há escolas.
Em 2011 assisti o documentário "Pro Dia Nascer Feliz", onde mostrava a realidade de várias escolas. Os alunos de classe média, mesmo em escolas públicas tinham a oportunidade de ter não somente acesso, mas permanência nas escolas. O ensino era ótimo e existia qualidade. Por outro lado, o documentário mostrou a realidade dos municípios mais pobres de Pernambuco. Em um dos municípios não havia o EF, então existia transportes para deslocar os estudantes para um município próximo. Porém, na maioria das vezes os transportes quebravam e com isso os alunos perdiam as aulas.
Com isso percebemos que o inciso IX, foi contrariado, pois não houve qualidade.
Em outra escola a situação era precária ao extremo. Os alunos reclamavam, pois no banheiro não havia descarga e nem água. As paredes estavam "caindo aos pedaços", enfim a estrutura física era péssima.
Diante desta realidade, nos perguntamos mais uma vez:
- Como garantir a permanência, se não há qualidade?
- O que fazer para se ter qualidade?



2 comentários:

  1. Muito boa esta sua discussão.
    Na maioria das vezes, estes princípios só estão no papel, na prática a realidade é bastante diferente, como você mesma falou.

    ResponderExcluir